terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Poesias Manciolisticas

#Rô

O tempo passa lentamente entre um sussurro e outro
a vida segue monótona entre olhares casualmente programados
e lábios pontualmente desgastados

segue assim em lastro e marasmo
com formulas e joguetes previsíveis
mas as vezes e só as vezes
somos presenteados com formulas realmente indescritíveis

pessoas iluminadas, translúcidas na terra
formulas complexas e profundas, que poucas pessoas sabem apreciar e degustar
pessoas nuas e lindamente inseguras

pessoas que movem
o som
a musica
a arte
e a poesia

o caos e a simetria
em seu bailar angustiante de viver
a essência da vida flui em sua veia perimetral
transformando e iluminando a vida das pessoas ao seu redor
simplesmente você "GEMA"

Eduardo Manciolli.

#Eu , o estudo e o tempo de tudo.

Eu, o estudo e o tempo de tudo

A fome e o verso no estudo
O tempo que assombra esse muro
Me veste, me rasga e impele as grades do mudo

Me rendo as raízes do fruto,
Raízes do tempo que assolam meu mundo
Tempo, que com pompa, joga no escuro
Me assemelha, o vento, em dunas, e em tudo

Eu o tempo, do acento, no intento do obscuro
Que o invento não me cai e se quer posso-te em lume

Eu, o tempo do Invento
Eu, o soneto imperfeito
Eu, a obra incompreensível

Eu, a morte do saber, em verdades absolutas
O cego fascinado pelo ópio que lhe rega
Brinquedo, do atento sedento


Eduardo Manciolli.


#Teus erros são meus

Teus erros são meus,
Minhas luvas são tuas,
Me diz, onde foi que a gente se perdeu,
Me diz, onde foi que a gente se meteu,
Me diz, o que aconteceu,

Um tracejado mal-delineado
Foi o que nos uniu
Desejo, insanidade, destino
Coisas do acaso
Falsetes de nossa cumplicidade

Gestos, carinhos, sorrisos, cheiros e abraços
São coisas que sempre marcam nas relações
Só existe uma fragrância pior que esta
Algo que te consome por dentro
Um vazio e uma falta, não de algo que te completava
E sim de algo que se “encaixava”
Algo que somava em minhas nuances semoventes de viver

Então me diz onde foi que a gente se perdeu
Me diz, o que aconteceu
Me diz, pra onde devo ir
Me diz
Porque, não quero mais fugir.

Eduardo Manciolli.




#Desatino

Quem poderia se quer homiziar... tal qual sublime alma... que me atrai, me destrói, e acaba com minhas convicções, me perco no caminho em meu breve desatino, louco para beijar-te louco por seus lábios, louco para te ver louco para te tocar, mas impávido destino me cerca em meio ao fogo cerrado, e me prende nas grades do destino, e me entorpece para que eu não sinta a distancia que nos separa, ah! Impávido destino, quantas peças já me pregastes e agora me chegas com uma alma tão bela o nome soa mais como uma benção e como incrédulo que sempre fui, sinto que fui presenteado com tal alma e tenho que admitir que tenho receio em tocar sua pele branca e linda que reluz o amor em corações dispersos, e sentir o que quero a tempos, o seu calor para saber que tal alma existe em algum lugar depois do monte e que tal qual beleza que irradia meus dias, não seja só mais uma peça do meu torpe destino.


Eduardo Manciolli.


#Seus olhos nos meus
Eu posso ver, seus olhos nos meus,

A fé e o perdão, quero paz quero chão.

Eu posso ter amor sem temor, paixão sem razão,
Ter a luz solução,
Quero o pão e o perdão fiel compaixão,
Um pássaro na imensidão
Só me esvai esse drão.

Eu sem você sou triste sou fel
Sou traço do escracho
Um rabisco um relaxo.

Eu sem você sou só dissabor
Meus rastros me enganam,
Preciso dos teus,
Refaz o meu pranto,
Me ama, me engana
E me faz o teu amo.

Oh! Meu amor volta logo vem sim,
Preciso te ter antes do amanhecer,
Volta logo pra mim, pois eu amo você.


Eduardo Manciolli.
#Teu cheiro Doce Tormento
Ainda sinto o seu cheiro, doce tormento, maldita hora em que quis um pouco de ti, agora vivo assim, com a vaga lembrança de teu rosto, sua pele... Pura seda, e o teu perfume, “doce tormento”, maldita hora...


Das poucas coisas que ficam no vazio do tempo é de como é bom, se lembrar do cheiro da pessoa a qual se apegou.

E digo “maldito cheiro”, amei cada segundo ao teu lado... E vi, que só está vida, não bastava.

Amei cada movimento, naquele jogo tolo do amor.

E levarei o mel de teus lábios, por belas outras “viagens”, a te procurar.

Simplesmente você.

Eduardo Manciolli.

#Amor Machucado
As vezes o tempo avança e retrocede, as vezes o tempo para e se torna insuportavelmente infeliz, as vezes o tempo sucumbe e a vida se torna instável e inconstante, as vezes tudo que queremos é apertar o pause rebobinar a fita e apagar completamente todas as lembranças , cheiros e fotos, antes mesmo de tentar entender o que aconteceu, ou porque aconteceu, simplesmente voltar ao ponto onde tudo começou, mas desta vez antes de te olhar e me apaixonar perdidamente eu diria não a mim mesmo, não ao conforto de amar alguém especial, não por não te desejar mais ou qualquer tipo de magoa, e sim para não viver mais longe de você, eu apagaria toda e qualquer substancia retrátil de você.

Eduardo Manciolli.
#Desespero
O desespero,
o aceite,
o deleite,
as quinquilharias,
a vidraçaria,
e a sinergia

Sinto dentro de mim
um Eco,
ele entrar e sai
por todos os meus poros
e perturba meu ser

Um vazio completo me toma
me sinto como uma banheira enorme
numa casa velha, cheia de lembranças
e moveis indesejáveis,
amontoados por todos os cantos,
cortinas semi-vestidas e janelas entre abertas

O puro vazio,
um copo,
uma lata na rua,
uma garrafa na chuva,
um deus sem credo,
uma banheira polida de ópio e desejo,
poeira e solidão
completamente despido

as vezes me queixo
as vezes me deito
as vezes me aceito

As vezes acordo e gostaria que tudo fosse diferente, e que você estivesse ao meu lado.

Eduardo Manciolli.

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